19 de Maio, 2022

Ceará Mais Verde: viveiros da Sema produziram cerca de 800 mil mudas

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Quem frequenta o Parque Estadual Botânico do Ceará, em Caucaia, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra de Baturité, em Pacoti, e a Área Adahil Barreto, do Parque Estadual do Cocó, pode aproveitar o passeio e conhecer um dos três viveiros de produção de mudas nativas, inseridos em unidades de conservação (UCs) estaduais. Sob a administração da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), os viveiros produzem e fornecem mudas para reflorestamento, plantio em áreas públicas e para doação.

Segundo a coordenadora de Biodiversidade da Sema (Cobio/Sema), Doris Santos, além dos viveiros nas UCs, a Secretaria conta também com os regionais”. Juntos, em 2021 produziram 180 mil mudas nativas. “Em 2015 a produção foi de 35.848 mudas, fechamos 2021, acumulando a marca de 787.357 mudas, produzidas entre 2025 e 2021”, disse. Com esse quantitativo, seria possível colocar uma planta a cada 3 metros dentro de duas cidades do tamanho de Fortaleza.

A distribuição dos viveiros regionais abrange diferentes polos do estado. Estão localizados nos municípios de Acopiara, no Centro Sul; Jardim e Campos Sales (Cariri); Croatá e Ubajara (Serra da Ibiapaba); e Tauá (Sertão dos Inhamuns). “Isso possibilita uma logística eficaz para a doação de mudas, para o desenvolvimento de projetos de florestamento, reflorestamento, arborização e educação ambiental, por todo o Ceará”, explica o técnico da Célula de Políticas de Flora (Ceflor/Cobio), Lucas Silva. Em dezembro último, a equipe técnica do viveiro de General Sampaio, foi capacitada para iniciar a produção.

Valorização das espécies

Para o secretário estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno, as unidades produtoras de mudas são de fundamental importância. “Por meio da equipe da Ceflor, a Sema tem dado apoio técnico aos viveiros regionais, realizado capacitações presenciais e onlines, estimulando a atuação regionalizada, para a substituição de espécies exóticas por espécies nativas, visando o fortalecimento da gestão de cada equipamento desse, além de custear a revitalização dos mesmos”, afirma.

Os viveiros, no contexto da política ambiental do estado, estão inseridos no Programa de Valorização das Espécies Vegetais Nativas (Lei Estadual Nº 16.002, de 2/5/2016). “Assim, por meio das doações de mudas nós estimulamos a arborização urbana, a recuperação de áreas degradadas e a substituição gradativa de espécies exóticas invasoras, por nativas, nas áreas públicas e privadas”, informa Bruno.

A implementação do Programa de Valorização das Espécies Vegetais Nativas integra o rol de medidas previstas no Plano Plurianual (PPA 2020-2023) e integrantes do Programa Ceará Mais Verde que tem como objetivo, conservar e proteger os recursos naturais e a biodiversidade do Ceará. Dessa forma, o governo do estado contribui para a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030, definida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Ao restaurar os ecossistemas, podemos impulsionar uma transformação que contribuirá para deter a degradação dos mesmos e restaurá-los, além de alcançar todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), gerando benefícios socioambientais e ecossistêmicos, não só para a sociedade cearense, mas para toda a sociedade global, como a melhoria da qualidade do ar, da água, do solo e do clima, propiciando o bem-estar humano”, encerra a coordenadora da Cobio.

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